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Arte: Marta Pucci

LGBTQIA

Mitos e realidades sobre a bissexualidade

Para entender um pouco mais o "B" de LGBTQIA

por Lina Bembe Revisado por Sarah Toler, DNP, Science Writer for Clue
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*Tradu??o: Jade Augusto Gola

Sempre fui bissexual. Assim como muitas pessoas, fui socializada como uma pessoa feminina e heterossexual, mas meus primeiros "despertares sexuais" na infancia (as primeiras experiências de admira??o, paix?o e também excita??o sexual) foram com mulheres. Mas como ao mesmo tempo eu era consciente de que gostava dos meninos, minha socializa??o heterossexual me fez dar pouca importancia a minha fascina??o pelas mulheres e o feminino.

Depois de muitos anos -e tantos outros "despertares" desapercebidos- me dei conta que talvez eu me interessaria em "estar" com uma mulher. A princípio n?o tentei nada, pois quando tinha crushes que n?o eram héteros, me sentia intimidade e muito buga* pra eles. Quando tinha namorados, eles notavam que eu gostava das mulheres também, mas nunca falamos disso de maneira séria. Eventualmente aconteceram minhas primeiras rela??o que n?o eram bugas (sexuais, sentimentais), tanto com mulheres cisgênero como com pessoas fora do espectro binário de gênero. Só após haver tido essas experiências eu disse a mim mesma que–finalmente–eu poderia me autodenominar bissexual.

(*Express?o coloquial usada no México pelas comunidades LGBTQI+ para se referir às pessoas heterossexuais.)

Hoje em dia me sinto desconfiada de falar de minha bissexualidade com outras pessoas, já que infelizmente a bifobia (o ódio e a discrimina??o contra pessoas bissexuais) é um fen?meno real (1). Pelas identidades bissexuais serem uma espécie de escala de cinzas em contraste com o "preto ou branco" que implica ser hétero ou homossexual, as pessoas bissexuais podem sofrer discrimina??o, preconceitos ou invisibilidade por ambas essas comunidades.

A bifobia pode se manifestar em piadas intencionais, falta de credibilidade ou abertamente a partir de insultos. Estes tipos de atitudes afetam negativamente o bem-estar mental e emocional das pessoas bissexuais, especialmente as mais jovens. Bissexuais reportam mais problemas mentais (ansiedade, depress?o, estresse, maiores taxas de suicídio) em compara??o com heterossexuais e homossexuais (gays e lésbicas) (2).

Em muitos casos, a bifobia também é um produto da falta de informa??o. Abaixo seguem perguntas, mitos e realidades sobre a bissexualidade.

O que é exatamente a bissexualidade?

A bissexualidade é um tipo de orienta??o sexual. A orienta??o sexual normalmente refere-se a quem sentimos atra??o (afetiva, sexual, emocional). Exemplos de orienta??es sexuais: heterossexual, homossexual, bissexual, assexual, pansexual, etc.

A orienta??o bissexual se refere à atra??o a mais de um gênero (3), uma ideia a princípio fluida, aberta e sujeita a varia??es entre diferentes pessoas que se autodenominem bissexuais.

Nem todas as pessoas definem sua bissexualidade de maneira idêntica, e deste mesmo modo nem todas as pessoas atraídas por mais de um gênero chamam-se a si mesmas de bissexuais.

A bissexualidade é apenas uma fase?

N?o. é normal que muitas pessoas homossexuais passem por um período de transi??o, embora isso n?o signifique que a bissexualidade é sempre uma fase anterior à homossexualidade (4). Para muitas pessoas, ter atra??o por outras de vários gêneros é uma preferência séria e estável (5).

Ser bissexual nem significa que a atra??o a mais de um gênero se divide em, por exemplo, 50-50 similar, ou 40-60 de maneira constante e definida. Há quem tenha atra??o majoritária-mas n?o exclusiva-a um gênero (6). Há também pessoas para quem a atra??o flutue através do tempo e de acordo a certos contextos (7). Este tipo de fluidez n?o é esperado–ao menos a princípio–quando se trata das orienta??es monossexuais.

Esta classe de cren?as falas tem sido facilitada pela ciência, de certa maneira. Muitos estudos sobre bissexualidade s?o centrados em perspectivas monossexuais (heterossexuais e/ou homossexuais) (8). Também se sugeriu erroneamente que a bissexualidade é uma orienta??o inacabada, como se fosse uma simples transi??o para a homossexualidade (9).

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As pessoas bissexuais "atiram para todos os lados" por terem apetite sexual insaciável?

N?o. A orienta??o n?o define o apetite sexual de ninguém. Em si mesma, a bissexualidade n?o torna ninguém promíscuo(a), infiel ou indigno(a) de confian?a. Este mito é um produto do monossexismo, ou seja, a cren?a de que as pessoas devem ter apenas uma identidade sexual e um tipo de comportamento sexual em rela??o a um gênero ou sexo definido (10).

Arraigado na América Latina, o monossexismo também assume a monogamia como norma (11). Impor o monossexismo com uma norma social única e aplicável a todo mundo torna fácil pensar -conscientemente ou indiretamente- que qualquer outra sexualidade fluida possa ser uma amea?a ou uma anomalia mais difícil de controlar.

Ver a bissexualidade como uma preferência anormal ou fora de controle provoca a hipersexualiza??o desta orienta??o, pois faz pensar que as pessoas bissexuais escolheram essa orienta??o para "atirar para todos os lados". é danoso projetar fantasias sexuais em pessoas bissexuais (ou de qualquer outra orienta??o) sem seu consentimento, como se estas pessoas fossem apenas um instrumento para satisfazer as fantasias de terceiros.

Em minha experiência, têm sido muito irritantes os casos em que pensam que ser bissexual equivale à possibilidade de estar disposta a "tudo".

Também sou bissexual se sinto atra??o por pessoas transgênero ou n?o binárias?

Sim. Há quem pense que o prefixo "bi" significa que a bissexualidade é a atra??o a apenas dois gêneros binários e cisgêneros ("homem" ou "mulher"). De fato muitos vivem sua orienta??o desta maneira, mas a bissexualidade, entendida como a atra??o por mais de um gênero, pode também extender-se a pessoas com identidade de gênero mais além do espectro binário e cis.

Nem todas as pessoas que sentem atra??o por mais de um gênero chamam-se a si mesmas de bissexuais, por variadas raz?es (estigma, cultura, pertencimento a um coletivo ou informa??o disponível). Há orienta??es n?o monossexuais, com por exemplo a pansexualidade (a atra??o por outras pessoas sem importar sua identidade de gênero), cujas defini??es podem soar quase idênticas à bissexualidade (12); nestes casos, a decis?o por chamar-se de bissexual, pansexual ou qualquer outra maneira é muito mais uma quest?o pessoal que depende de como nos sintamos ao nos definirmos individualmente.

Deixo de ser bissexual se tenho uma rela??o sentimental com uma pessoa do gênero "oposto"?

N?o. Esse mito se deve à falsa ideia de que a bissexualidade é apenas uma fase de "experimenta??o" antes das pessoas tornarem-se "sérias" e voltarem a uma rela??o heterossexual e estável (caso comum para as pessoas socializadas como mulheres) (13). é possível estar em uma rela??o monossexual e cada pessoa manter uma orienta??o sexual distinta.

Existem sentimentos internalizados de bifobia que podem ser comuns quando as pessoas bissexuais decidem entrar em uma rela??o sentimental que pode ser vista como monossexual. Tais como o medo que a outra pessoa, de orienta??o monossexual, n?o entenda a bissexualidade alheia (14). Em outros casos, pode ser fácil para pessoas de fora (família, amigues, círculos sociais) assumir que a orienta??o de bissexuais muda ou desaparece em fun??o de uma rela??o corrente (15).

Apesar de que a orienta??o sexual de qualquer persona pode mudar ao longo da vida, é muito mais saudável quando essas decis?es s?o tomadas de maneira individual, sem a press?o de outrem ou de estereótipos bifóbicos.

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Posso ser bissexual sem ter tido ainda sexo ou uma rela??o heterossexual?

Claro que sim! Ninguém tem a obriga??o de oferecer "provas" de sua bissexualidade. Ter consciência de que a atra??o sexual de alguém pode ser bissexual é suficiente. Nossa orienta??o sexual n?o precisa estar escrita a ferro e fogo para o resto da vida, portanto, é válido vivir uma etapa de transi??o ou questionamento sem ter que "tomar uma decis?o" para sempre, ou ter que definir nossa orienta??o por causa de um termo ou etiqueta.

As experiências n?o-heterossexuais (tanto sexuais, afetivas ou sociais) muitas vezes s?o facilitadas (ou reprimidas) pelo contexto em que nos encontramos, por nossas rela??es sociais ou familiares, pela complexidade de nossos gostos e necessidades individuais, pelo acesso (ou falta de) a diferentes culturas de diversidade sexual e também por um mínimo de condi??es de seguran?a, livres de assédio e marginaliza??o.

é importante ter em conta que nem sempre existe um espa?o aberto e seguro para a explora??o livre de qualquer orienta??o sexual n?o-hétero; às vezes há circunstancias em que priorizar o bem-estar físico e emocional implica em ficar dentro do armário, o que também é válido. Em todo caso, seja qual for o contexto vivido, n?o haver tido experiências n?o-heterossexuais com outras pessoas n?o significa que se tenha que reprimir o que se sente e se pensa sobre alguém. Eu caí nesta armadilha e só me chamei de bissexual ao ter minhas primeiras experiências, apesar de que por toda minha vida eu o era.

Esclarecer dúvidas, obter informa??o livre de preconceitos ou estigmas sobre a bissexualidade e muitos outros temas de diversidade sexual pode fazer uma grande diferen?a na qualidade de vida de pessoas marginalizadas por sua sexualidade.

Utilize o Clue app para monitorar sua libido e práticas de sexo mais seguro, seja qual for a sua orienta??o.

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